A meditação, o riso e a felicidade

Será que precisamos mesmo de motivos para rir ou sorrir?
Sobre a Meditação e o Conto ABDULLAH - Por Lucia Brandão - Dr Lilian - Pediatria e Acupuntura

A meditação, o riso e a felicidade

Em um dos encontros de Meditação, a professora Lucia Brandão nos trouxe uma reflexão:

– Será que precisamos de um motivo para rir ou sorrir?

Imediatamente lembrei dos meus filhos pequenos, brincando e dando boas gargalhadas. Momentos que adorava porque, mesmo sem eles saberem, eu ria sozinha.

Até hoje, ouvir as risadas do pessoal lá de casa, da rua ou de outro lugar, alegra o meu coração.

Mas, será que precisamos mesmo de motivos para rir ou sorrir?

 Deixo um texto escrito pela própria Lúcia. Espero que traga uma boa reflexão.

Sobre a Meditação e o Conto ABDULLAH

Por Lucia Brandão

Um místico sufi, que permaneceu feliz durante toda sua vida – ninguém jamais o viu infeliz – vivia sempre rindo. Ele era a risada, todo o seu ser era um perfume de celebração. Na sua velhice, quando estava morrendo – no leito de morte, e ainda assim alegrando-se com a morte, rindo hilariantemente – um discípulo perguntou-lhe: “Você nos Sobre a Meditação e o Conto ABDULLAH - Por Lucia Brandão - Dr Lilian - Pediatria e Acupunturaconfunde. Agora você está morrendo. Por que está rindo? O que há de engraçado nisso? Estamos nos sentindo tão tristes! Muitas vezes quisemos lhe perguntar, durante a sua vida, por que você nunca fica triste? Pelo menos agora, confrontando a morte, deveria ficar triste. E você ainda está rindo! Como consegue isso?”

O velho disse: “É uma chave simples. Uma vez, quando eu era jovem, tinha 17 anos e já era miserável, perguntei ao meu mestre, que era velho, tinha 70 anos e estava sentado sob uma árvore rindo, absolutamente sem nenhuma razão. Não havia mais ninguém lá, não havia acontecido nada e ninguém havia contado uma piada ou qualquer coisa. E ele estava simplesmente rindo segurando a barriga. Eu lhe perguntei: ‘O que há com você, está louco ou coisa parecida?’

“Ele respondeu: ‘Um dia também fui tão triste quanto você é. Então ficou claro para mim que era minha escolha, era a minha vida.’

“Desde esse dia, todas as manhãs quando me levanto, esta é a primeira coisa que decido: antes de abrir os olhos, digo a mim mesmo: ‘Abdullah’ – esse era o nome dele – ‘o que você quer: Miséria? Felicidade? O que vai escolher hoje?’ E acontece que eu sempre escolho felicidade.”

É uma escolha. Tente isso. No primeiro momento pela manhã, quando você está consciente de que o sono se foi, pergunte a si mesmo: “Abdullah, um outro dia! Qual é a sua ideia? Você escolhe a miséria ou a felicidade?”

Quem vai escolher a miséria? E por quê? É tão antinatural! A menos que se sinta feliz na miséria, mas então também você está escolhendo a felicidade, e não a miséria.

Do livro Meditação – a primeira e última liberdade, de Osho.

Quando li e reli várias vezes o conto acima, pensei que ele poderia de alguma maneira explicar algo sobre o meditar e os efeitos da meditação. Faço aqui uma brevíssima reflexão. O conto começa dizendo “Um místico sufi, que permaneceu feliz durante toda sua vida”… Parece quase impossível alguém ser feliz o tempo todo, mas, quem se dispõe a todos os dias dedicar alguns minutos para parar suas atividades externas, deixar de lado, como que em stand by (em modo de espera) suas ocupações e preocupações e estar consigo, em quietude, respirando calmamente, livremente, ou ao menos exercitando calma e quietude, com certeza chegará perto do que seja “feliz”. E o conto continua “ninguém jamais o viu infeliz – vivia sempre rindo”. O riso solto, autêntico, sem motivos, livre, certamente é fruto de quem acessa o seu ser original e percebe como a vida é um bem em si e merece ser desfrutada com humor, mesmo quando agimos com responsabilidade e respeito. Que autoridade disse que responsabilidade e respeito devem ser praticados com uma postura séria, pesada, e rosto até crispado? Um dia o meditante reconhece que ambos podem ser aplicados em tudo o que fazemos nesta vida, sempre com leveza e muito, muito bom humor. Sorria e seja feliz!

São Paulo, 23/março/2017

Sobre a Meditação e o Conto ABDULLAH - Por Lucia Brandão - Dr Lilian - Pediatria e Acupuntura

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COMENTÁRIOS (2)

  • Fantástico!
    Eu sempre convido minha filha a olhar-se no espelho e rir muito. Risos, eu tenho plena convicção que refaz nosso coração, rejuvenesce, atrai boas vibrações, atrai pessoas de boa índole.
    Esse é um exame que venho praticando há muitos anos. Funciona com toda certeza, porque já passei pelo divórcio, pela traição e continuo firme.

    • Lilian Kiyomura

      Olá Maria Aparecida!Fico feliz em saber que a prática de sorrir se tornou uma escolha no seu cotidiano. Quando a prática se torna um hábito, consegue realmente transformar a nossa vida.Tudo de bom para você! Abraço

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