Homeopatia na minha vida

Minha história com a Homeopatia ... estranhei o jeito do médico ... calmo, falava baixo, tinha paciência e tempo.
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Homeopatia na minha vida

A Homeopatia foi um ótimo tratamento para mim quando pequena, assim como me influenciou na escolha dos caminhos que iria seguir nesta vida.

Minha história com a Homeopatia

Amigdalites de repetição

Quando era criança, tinha muitas infecções de garganta, motivo pelo qual ia com frequência ao Pediatra.

Constrangimento do exame

Lembro- me que odiava ir ao médico, porque além do medo que sentia por ele, na hora do exame, tinha que tirar toda a roupa, inclusive minha combinaçãozinha. Para quem não sabe, combinação era uma espécie de camisola bem fininha, que se usava debaixo do vestido para não deixar o corpo tão exposto.

Criança tem sentimentos

O médico não percebia a minha timidez e o quanto ficava constrangida por estar sem roupa, como se as crianças não tivessem sentimentos e fossem todas iguais.

Consulta que piorava

Ao sair do seu consultório, sempre me sentia pior do que quando entrava. Então, após várias consultas feitas da mesma maneira, não aguentando tanto constrangimento, fiz minha mãe jurar que nunca mais voltaríamos lá. Sem falar das injeções doloridas que me aguardavam na farmácia.

Cirurgia de amígdalas?

A partir de então, comecei a ir ao médico especialista em garganta, isto é, no Otorrinolaringologista. Ficava um pouco mais aliviada, porque ao contrário do Pediatra, para ser examinada, só precisava abrir a boca

Minha mãe fugiu

Porém, quem saia correndo do consultório médico era minha mãe, pois ele, assim como tantos outros, queria me operar, ou seja, arrancar minhas amígdalas. Segundo eles, diante de tantas infecções, elas já não tinham mais função.

Naquela época, uma cirurgia era algo bem mais complicado do que nos dias atuais.

Homeopatia como último recurso

Foi assim que minha mãe, como último recurso, acabou me levando ao seu médico, um Médico Homeopata. É incrível que até hoje, muitas pessoas só procuram a Homeopatia quando os outros tratamentos já não dão certo.

Primeira consulta na Homeopatia

Dor de garganta, febre, lá fui eu para minha primeira consulta homeopática, com a mesma combinaçãozinha amarela debaixo do vestido, na esperança de não precisar tirá-la durante o exame.

Médico estranho e curioso

Quando entrei na sala, ressabiada, estranhei o jeito do médico – calmo, falava baixo, tinha paciência e tempo. Devagarzinho fui me acalmando, pois, afinal, ao invés de falar somente da doença e dos remédios, ele queria saber um montão de coisas sobre mim.

Homeopatia – indivíduo único e uno

Na Homeopatia cada indivíduo é único e visto como um todo, ou seja é tratado como um ser uno.

Avaliação minuciosa

Achei aquela conversa interessante, o médico me observava com atenção e perguntava sobre o meu jeito, o que eu gostava de comer e beber; quais eram os meus medos, quais eram as brincadeiras preferidas, se os  pés e mãos eram quentes ou frios, como era o sono, se tinha pesadelos, que posição eu dormia, se eu gostava de animais, enfim, fazia um grande e minucioso relatório.

O médico me enxergou

Mas, o que mais me impressionou era que, pela primeira vez na minha vida, embora fosse uma criança pequena, ele enxergou quem eu era. Isto se confirmou na hora do exame físico, minha mãe já ia tirar toda minha roupa quando ele disse: – não precisa tirar a combinação porque ela é fininha.

Nunca esqueci

Embora tivesse uns seis anos, eu me senti respeitada e reconhecida. Respirei fundo, em paz. Fiquei muito agradecida pela atitude do médico, a qual nunca mais me esqueci.

Homeopatia: equilíbrio, fortalecimento e imunidade

Na Homeopatia, o médico objetiva o equilíbrio, fortalecimento e aumento de imunidade do paciente.

Iniciando a Cura

Saí do consultório muito feliz, senti que a minha cura já tinha começado durante a consulta!

Nada de injeções, somente medicações na forma de glóbulos de açúcar que deveriam ser tomados diariamente para me equilibrar (física, mental e emocionalmente), aumentar a imunidade, e enfim, fortalecer-me.

Portanto, com o corpo mais forte, estaria menos suscetível aos vírus e bactérias que existem por toda a parte, e também às mudanças de tempo.

Homeopatia e sua ação no corpo

A melhora como um todo

Com o tratamento, o pessoal de casa foi notando a minha melhora. Comecei a ganhar peso, pois o apetite retornou. Deixei de faltar na escola. Meu sono ficou mais tranquilo, o intestino regularizou, e principalmente o humor melhorou muito.

Alegre e com energia

Estava alegre e a disposição estava de vento em popa, pois com certeza tinha mais energia!

Falando em energia…

Certamente, naquela idade precisava usar a minha energia para crescer e se desenvolver e não exatamente para sobreviver às infecções que se repetiam.

O corpo conseguia se restabelecer mais rapidamente contando com suas próprias defesas, sem complicações. Assim, fui crescendo mais forte e saudável.

Concluindo, fui ao médico para tratar as amígdalas, porém, o corpo todo, incluindo a mente, os sentimentos e as emoções foram beneficiados.

E a amígdalas?

Ah! e as amígdalas voltaram a funcionar e estão ótimas até hoje!

Os anos se passaram

Os anos se passaram e a menina tímida, da combinaçãozinha amarela, não imaginou que um dia se tornaria Médica, Pediatra e escolheria como um de seus caminhos a Homeopatia.

Às vezes me pego pensando se naquela primeira consulta homeopática o médico plantou, através da sua humanidade, uma semente em meu coração, o que influenciaria totalmente o meu futuro.

Reencontro com o médico homeopata

Um dia, saí do trabalho com fome e resolvi, então, parar pelo caminho para comer um lanche. Entrei num café e, para minha surpresa, reencontrei aquele médico homeopata que tratou de mim quando pequena. Tinham se passado muitos anos…

Aos 90 anos, com os cabelos bem branquinhos, estava rodeado de jovens, todos médicos.

Mas a alma sabe

Não tive dúvidas, fui até ele, me apresentei e o agradeci pelo respeito que tivera por mim quando era pequena. Depois de ter me ouvido, na frente de todos que estavam ali, em relação ao exame médico, então ele nos ensinou:

  • Minha filha, quando consultamos uma criança (mesmo que seja um bebezinho), no momento do exame físico, não devemos deixá-la totalmente nua, desprotegida, colocamos sobre ela uma fraldinha de pano; pois, com pouca idade pode parecer que ele não saiba nada, mas a sua alma sabe.
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Sobre o autor

Lilian Kiyomura

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